Sexta, 1 de Abril de 2005

Volta o Duas

Após um interregno de algumas semanas este espaço volta a abrir as portas para falar de Geografia, holandesas boazonas e a vida em geral, sempre com aquela pitadinha de humor.
O primeiro artigo já amanhã.
Bem Hajam!

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Quinta, 24 de Fevereiro de 2005

Fim

. . .

15:07 | Permalink | Comentários?

Perder...

É saber que o Pessoa, o Herman Hesse, o Van Gogh e os Radiohead tinham razão. Perceber (ou não) melhor porque dói ainda tanto aquele golo do Rijkaard numa amena tarde da primavera austríaca. Grandes filhos da Puta!

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Quarta, 23 de Fevereiro de 2005

Encontrei o Damião...

Então não é que me cruzei com esse ganda maluco do Góis. É verdade!
Vinha hoje para apanhar o autocarro, passa-me o gajo a abrir de bike!
Mandei-lhe logo um berro (não sei porquê, este estrangeiro passa a ferro as chamadas barreiras de escala social), "Ó Damí!!!"
Estivemos a falar um bocadinho, é que estava a nevar pa caraças. O gajo anda fino, deixou de escrever mas continua com um humorzinho que, palavra de honra, aquilo ainda vai acabar mal. Diz-me ele: "sabes que gato escaldado de água fria tem medo" - fod@-se ó Damí, e depois eu é que sou corrosivo...
De qualquer maneira ficamos de tomar café um dia destes (que é como quem diz, não é....o mais certo é acabarmos numa jantarada com umas charradas no final, mas tá bem).
Diz ele: "Temos poys qe marcar nousso encontro, mya casa ou tua casa, lyga-me. Qeres meu numero de telemovel? zero seys quattro, cynco quattro ocho, doys trez seys..." - É um gajo porreiro, mas irrita-me sobremaneira o facto de continuar a falar à século 16!! Deve achar que dá estilo, ou quê.

9:01 | Permalink | Comentários?

Terça, 22 de Fevereiro de 2005

Actualização

Chegou recentemente a esta terra abaixo de água o mestre do não agir.
Apareceu, sacou logo um emprego e anda aí nessa ponte ferroviária entre Utrecht e Amesterdão, como quem não quer a coisa.
Fica aqui prometida uma entrevista, onde abordaremos assuntos como a integração europeia e a Lolita; a arte do não agir; porquê viver numa ilha japonesa; e mais, muito mais.
Uma reportagem que nos ficará muito em conta! Uma coisinha assim para nós.
Continuação!

14:39 | Permalink | Comentários?

Segunda, 14 de Fevereiro de 2005

Para não perder o barco totalmente....

Portugal ainda tem grandes hipóteses de se integrar no chamado `pelotão da frente` (eu é que gosto de gíria ciclística aplicada a conceitos político-económicos da União Europeia!)
Para isso é preciso mexer-se, abrir as portas das universidades portuguesas ao maior número possível de estudantes estrangeiros (o actual ERASMUS não chega), proporcionar cursos em inglês (doutra forma vamos continuar a receber anualmente 90% de italianos e espanhóis sendo os restantes 10% estudantes de português - muito fraco!!), permitir ao maior número possível de estudantes estudar no estrangeiro (acho que um bom objectivo inicial seria por exemplo 10 ou 15% - vendam os submarinos e comecem a trabalhar no assunto).

Vá lá que algumas coisas estão prontas para nos integrar. Exemplo paradigmático: EGEA!
Para os jovens geógrafos portugueses e estudantes de geografia em geral, simplesmente indispensável.
Toca a ir visitar o EGEA!

14:50 | Permalink | Comentários?

Sábado, 12 de Fevereiro de 2005

E pronto, o vírus nr 2 atacou!

Para quem não sabe o Vírus Número Um de um qualquer intercâmbio Erasmus é aquele que nos faz acreditar que tudo é maravilhoso. E de facto é. É um pouco difícil explicar a quem nunca fez a experiência.
Depois, normalmente aí a meio da coisa tem-se outra perspectiva do assunto.
Por um lado apercebemo-nos que não vai durar para sempre. Depois, quando vemos os amigos partirem não sabemos que pensar: estar contentes porque aconteceu ou desolados porque tudo parece ter sido uma ilusão, ainda por cima com a perfeita noção de que nunca se vai dar a circunstância de nos voltarmos a reunir todos num mesmo sítio, por um igual período de tempo.
E de repente vemo-nos num país estrangeiro (sim porque dificilmente alguém poderia provar que eu estava na Holanda, basta ver a composição das nacionalidades da minha antiga casa), com memórias de um passado recente, muito recente, e que somos obrigados a substituir dia-a-dia porque as aulas continuam, as pessoas mudam e as circunstâncias também.
Eu só pedia um período de luto aí de duas semanas, numa ilha deserta, para ganhar fôlego e voltar...

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